Bão-la-la-lão
Bão-la-la-lão,
senhor capitão,
espada na cinta,
sorvete na mão.
Bão-la-la-lente,
senhor tenente,
a tropa na frente
e a moça na mente.
Bão-la-la-lim,
senhor Serafim,
dinheiro no bolso,
nem liga pra mim.
Bão-la-la-lom,
senhor garçom,
serve pra gente
bala e bombom.
Bão-la-la-lum,
senhor Viramum,
o pé na estrada
sem rumo nenhum.
(Elias José. Namorinho de portão. São Paulo, Moderna, 1986.)





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